sábado, 2 de julho de 2011

Crianças podem ter mais cáries durante as férias



A falta de rotina e a qualidade dos alimentos ingeridos durante o período das férias de inverno comprometem a saúde bucal dos pequenos

Você sabia que a saúde bucal das crianças pode ser afetada durante o período de recesso escolar? As férias de inverno são um prato cheio para o aparecimento de cáries nas crianças. O tempo gelado contribui para que os pequenos passem mais tempo dentro de casa, assistindo filmes ou jogando vídeo game e isso também aumenta a quantidade de guloseimas ingeridas neste período.

Além de comprometer a alimentação das crianças, comer muitos doces, balas, chicletes, biscoitos neste período pode ocasionar o aparecimento de cáries no futuro. “As crianças, quando entram em férias, tendem a não seguir uma rotina e esquecem de escovar o dentes e passar fio dental. Isso reflete lá na frente quando aos problemas começam a aparecer”, afirma a Dra. Carla Sarni, especialista da Sorridents.

A profissional alerta os pais sobre o perigo da falta de higiene bucal nas crianças. “As crianças que já trocaram os dentes estão numa fase de adaptação e por isso, a higiene bucal nesta fase vai refletir na qualidade do dentes depois de adultos”, explica a odontologista.

Veja 6 Dicas para manter a saúde bucal dos pequenos nas férias:

- Mantenha a rotina das crianças. Imponha que escovem os dentes após cada refeição, principalmente ao acordar e antes de dormir;

- Use a psicologia para que o momento da escovação seja divertido e não mais uma obrigação desagradável;

- Procure manter pelo menos três refeições – café da manhã, almoço e jantar -  para diminuir a quantidade de guloseimas ao longo do dia;

- Ao invés de liberar doces e balas, procure oferecer frutas como a maçã, que contribui para a limpeza dos dentes;

- Aproveite o período das férias para visitar o dentista. A consulta com o profissional estimula as crianças a cuidar dos dentes;

- Procure sempre um odontopediatra porque ele é capacitado para o atendimento dos pequenos e o ambiente é desenvolvido para ser lúdico.

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Últimas tendências da coquetelaria


Bitters e purês com ingredientes locais, drinques envelhecidos e coquetéis esfumaçantes estarão em breve num bar perto de você

 FONTE :Marina Fuentes, especial para o iG


Foto: Divulgação
Caipinha preparada pelo eslovaco Erik Lorincz, com exclusividade para o iG Comida, prova que versões autorais de receitas clássicas continuam em alta na coquetelaria


Para um observador menos atento, a reverência aos martínis e as ambientações de bares ao estilo dos speakeasy (casas clandestinas dos EUA, que apareceram na época da Lei Seca) representam o auge da coquetelaria no Brasil. É verdade que as duas coisas fazem parte da evolução da cultura de drinques,  mas não são tudo. Bartenders experientes e antenados às tendências mundiais tomam como exemplo a revolução gastronômica e levam para trás do balcão o que há de mais novo nesse setor – drinques envelhecidos, receitas com chás e apresentações espetaculosas são algumas das novidades que você deve encontrar nos próximos meses em seu bar favorito.
“Atualmente, o principal diferencial de um barman são os xaropes e bitters que ele mesmo faz, as infusões e purês elaborados com produtos locais”, diz o barman eslovaco , chef de bar do The American Bar, do hotel londrino The Savoy, considerado um dos melhores do mundo. Em sua última visita ao Brasil, em abril passado, ele abusou dos ingredientes nacionais. “Fiz ótimos drinques com cupuaçu.”


Foto: Divulgação Ampliar
Erik Lorincz prepara sua versão de capirinha para o iG Comida: parece um pisco sour
Para o caso de alguém não ligar o nome à pessoa, vale lembrar que bitters são extratos feitos através de infusão ou destilação a partir de ingredientes diversos, como especiarias e cascas de frutas. Seus sabores são concentrados em pequenos frascos para uso parcimonioso. Algumas gotinhas bastam para dar um “tcham” ao coquetel.

Em sintonia com a tendência, o consultor de bebidas Márcio Silva está em plena pesquisa de ingredientes regionais. Baunilha da Amazônia, cumaru o puxuri são alguns de seus objetos de estudos. Sua ideia é injetar a novidade no próximo cardápio do SubAstor, um dos bares sob sua batuta, com lançamento previsto para julho (e que também terá dois drinques idealizados por Erik Lorincz).
Também estão em alta os drinques feitos com chá e, segundo Erick, a próxima modinha a estourar é a dos coquetéis envelhecidos. “Com os ingredientes certos, dá para fazer um drinque e deixá-lo um mês repousando em barris. O resultado é incrível”, afirma. Quem quiser experimentar bebidas assim, pode dar uma passadinha no paulistano MyNY Bar para conferir as receitasdo barman Marcelo Serrano.

A importância da apresentação e serviço de drinques são outras apostas de Erick. A exemplo disso, ele prepara, em um decanter, drinque que recebe fumaça de madeira nobre de um minidefumador. A bebida chega à mesa soltando fumaça e com um sabor defumado diferente de tudo o que existe.

Bartenders brasileiros se mostram antenados com a coquetelaria mundial

Foto: Divulgação Ampliar
Apresentação caprichada mostra que Brasil segue tendências da coquetelaria mundial
Talita Simões, bartender do paulistano At Nine Cocktail Bar venceu, na semana passada, a etapada brasileira do World Class -- concurso de barmen promovido pela compania de bebidas Diageo, que elegerá, em julho, o melhor do mundo. A receita premiada, Oriente Express, segue a linha dos coquetéis performáticos. Leva gim, xarope de chá indiano e gelo seco para a apresentação pomposa.
A mostra prova que os bartenders brasileiros estão alinhados com o que é feito mundo afora. Erik foi um dos jurados da primeira fase do concurso e revelou otimismo diante da drinkologia no País. “Há dez anos a Eslováquia não tinha o hábito de tomar drinques e hoje tem centenas bares especializados. Acredito que o Brasil está no mesmo caminho.”


Exclusivo: caipirinha moderna
Drinques reinventados e versões autorais de receitas clássicas é algo que, apesar de todas as novidades, não deve perder força. Prova disso é a caipirinha que Erik Lorincz preparou com exclusividade para o iG Comida. “A caipirinha é da família dos drinques ‘punch’, que levam algum destilado, açúcar e um elemento cítrico. Na minha releitura, procurei seguir essa estrutura, mas mudei os ingredientes”, diz. O drinque, na verdade, ficou mais parecido com um pisco sour (espécie de caipirinha feita de pisco).

Pipoca moderna


Da religiosidade baiana a pratos contemporâneos, a pipoca vai além dos saquinhos de papel. Aprenda receitas para servir à mesa

FONTE : Camilla

Foto: Divulgação
Seguindo a tradição pantaneira, o arroz de carreteiro do Oryza leva pipoca salgada



Comprada em carrinhos de rua ou feita em casa, não há quem resista à pipoca quentinha. Mas, além dos saquinhos de papel e tigelas coloridas, é possível comer os grãos de milho inflados com garfa e faca. Como ingrediente especial de receitas doces, salgadas e até em drinques, a pipoca aterrissa em pratos e copos.

Foto: Rafa Medeiros/Divulgação Ampliar
Drinque do recifense É, para comer e beber
Douglas Van Der Ley, do restaurante É, em Recife, tem como fonte de inspiração na cozinha os lúdicos parques de diversão. Em sua casa de comida contemporânea, serve filé com farofa de pipoca e guarnece milho estourado no vistoso frozen de manga. “A combinação com carne é muito feliz, e traz uma sensação completamente inusitada”, diz. Com a bebida, a proposta é outra. “Ela é parte do coquetel, que deve ser comido e bebido ao mesmo tempo.” Experiências gastronômicas à parte, a beleza da apresentação é indiscutível. “Dá um efeito diferente, elas parecem uma escultura com flores de cerejeira.”

Mas não é de hoje que o ingrediente é usado em receitas. Daniela Amendola, do paulistano Oryza, serve arroz de carreteiro com pipoca em alusão ao preparo que experimentou anos atrás, no Pantanal. “Os trabalhadores rurais comem isso antes do amanhecer, pois viajam longas distâncias e ficam horas sem se alimentar.” A refeição é chamada de quebra-torto e o prato, que também leva ovo, tem sustância suficiente para aplacar a fome durante a longa jornada. Ali, as pipocas, temperadas apenas com uma pitada de sal, são o último ingrediente a entrar no prato. Além de decorar, conferem textura crocante à receita.



Em outro canto do País, na Bahia, a pipoca está ligada à religiosidade e aparece, entre outros pratos, no caruru oferecido aos santos gêmeos Cosme e Damião. “Essa é originalmente uma comida ritual do candomblé, provavelmente trazida para o Brasil pelos escravos africanos”, diz Tereza Paim, do Terreiro Bahia, na Praia do Forte. “É um prato oferecido a quem nasce em setembro e, seguindo os preceitos religiosos, não pode ser acompanhado de bebida alcoólica." A chef segue a tradição e serve o caruru com vatapá, arroz, xinxim de galinha, acarajé, pipoca e mais pirulito ou rapadura.



Receitas populares como bolos e sopas também recebem o ingrediente como complemento divertido. Na Brigadeiro Doceria & Café, em São Paulo, o bolo feito apenas de pipocas caramelizadas é receita da família da chef Beatriz Forte. "É algo super simples que gera a maior curiosidade”, diz. O doce é vendido apenas sob encomenda e, principalmente no mês de junho, faz o maior sucesso. Na rede de restaurante Wraps, a sopa de milho leva pipoca no lugar dos tradicionais croutons. Simplicidade e criatividade para dar uma cara diferente aos pratos do dia a dia.


Foto: Divulgação Ampliar
Bolo de pipoca da Brigadeiro Doceria
Bolo de pipoca
Receita da Brigadeiro Doceria & Café, em São Paulo, SP
Ingredientes
1 xícara (chá) de pipoca
1 xícara (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de água
1 xícara (chá) de glucose de milho
Baunilha a gosto
1 colher (chá) de vinagre
Manteiga para untar a forma
Modo de preparo
Estoure a pipoca e reserve. Numa panela, faça uma calda com o açúcar, a água, a glucose de milho, a baunilha e o vinagre. Também é possível acrescentar gotas de corante para um bolo colorido. Quando a calda estiver borbulhando grosso, despeje na pipoca, misturando tudo com uma boa porção de manteiga para facilitar. Coloque na forma de sua preferência untada com manteiga, apertando bem para unir as pipocas. Desenforme ainda morno e decore como desejar.

Receita de pipoqueiro


Simples e salgadinha ou repleta de coberturas, a pipoca de rua parece ser sempre a mais saborosa. Por que será?

 FONTE: Camilla Gobatti, iG São Paulo 


Foto: Camilla Gobatti, iG São Paulo
Para os pipoqueiros o segredo está no milho de boa qualidade, na chama alta do fogareiro e na experiência


Quando a tarde cai, os carrinhos de alumínio e vidro pipocam pelas cidades. Estão nas saídas de colégios, de universidades, em frente a shoppings, pontos de transportes públicos e, nesta época do ano, nas quermesses juninas. O cheirinho e o barulho do estouro dos grãos característicos atraem crianças de todas as idades. Por que será que a pipoca de rua é tão gostosa?
Como em qualquer negócio, cada pipoqueiro tem sua técnica, seus truques, as marcas preferidas. Osvaldo Braga, 31, que trabalha há três anos em frente à estação de trem Cidade Jardim, em São Paulo, tem macete até para atrair a clientela. “Jogo uma emulsão de manteiga na panela quente, quando me aproximo do ponto", diz. "Isso abre o apetite de quem passa.”

Confira o guia de receitas para as festas juninas
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Na rua é assim. As técnicas são espontâneas, buriladas dia a dia. Não há colheres nem utensílios especiais para determinar quantidades. A medida oficial do pipoqueiro são as conchas utilizadas para servir os saquinhos – cada uma delas cheia de milho cru rende até três panelas de pipoca salgada. Ali, tudo é preparado a olho e com base na experiência. “Para fazer pipoca doce, uso pouco mais de uma xícara de café de óleo de soja, uma de água, duas xícaras de chá de açúcar e duas colheres de sopa de corante vermelho comestível”, afirma Osvaldo. Esse tipo, aliás, tem regra diferente do salgado. “O sal só entra na receita depois de a pipoca ficar pronta", afirma. Já as doces, por conta do caramelo, são feitas de uma só tacada. "Por isso, devem ser preparadas em menor quantidade."

Foto: Camilla Gobatti, iG São Paulo Ampliar
Salgadas ou caramelizadas: gostinho de infância
Pipoqueiro há quase quarenta anos no bairro paulistano de Perdizes, Enoc Tavares também lança mão da expertise conquistada a céu aberto para acertar a receita. “Eu sei que é hora de tampar a panela quando os grãos de milho ficam esbranquiçados e começam a soltar pontinhas pela casca”, afirma. O ponto certo ele reconhece no manejo. “Quando fica difícil de rodar a manivela, é sinal de que a pipoca está pronta.”
A panela com manivela é a mais eficiente para estourar o milho -- que, se não abrir, volta ao fogo na próxima leva --, mas as comuns também funcionam. Basta ser alta e leve o suficiente para ser sacudida.
Outra dica importante diz respeito à qualidade do produto. O milho premium, tipo exportação, que faz pipocas graúdas e macias, é unanimidade entre os pipoqueiros. “Eles estouram melhor e não sobram inteiros na panela”, afirma Júlio César Jerônimo, que atua nos arredores da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo há mais de duas décadas. Sua receita é turbinada por outro ingrediente bem brasileiro: queijo coalho. “Eu usava provolone frito no óleo com um pouquinho de manteiga. Resolvi mudar e as pessoas gostaram”, diz.
Bacon ou outros queijos também agregam sabor especial à receita. Para isso, bastar fritar os cubinhos do ingrediente escolhido em óleo, até que formem bolhas. E só então adicionar o milho.
Em casa, dá para inventar a novidade que quiser seguindo esse modo de preparo. Mas atenção: nunca use milho demais de uma só vez, nem muita gordura. Os grãos devem ficar apenas untados e cobrir o fundo do recipiente que irá ao fogo.
Vale ainda seguir a regrinha de proporções: para cada meia xícara de milho, use uma colher e meia de sopa de óleo. No caso das doces, a quantidade de açúcar deve equivaler à de milho com um quarto da mesma medida de água. Como não conferem sabor ao preparo, corantes são dispensáveis. “O gosto que as pessoas sentem na coloração é psicológico, lembra a infância”, afirma Júlio. Talvez seja este o segredo da pipoca de rua.

Eles viraram tatuados depois dos 40 anos


Conheça histórias de quem fez o primeiro desenho na pele depois dos 40 ou 50 anos, e entenda porque isso é cada vez mais comum

 FONTE : Lígia Cruz, especial para o iG 


Foto: Arquivo pessoal Ampliar
O aposentado Aurélio Righetto, 60, resolveu se tatuar depois que a mulher seguiu os passos da filha
A atriz Jennifer Aniston virou notícia no mês de junho ao exibir, aos 42 anos, sua primeira tatuagem – ela escreveu na parte interna do pé direito o nome Norman, uma homenagem ao seu cão de estimação, morto neste ano. Aniston não é exceção. Apesar de, em nossa cultura, a tatuagem ter sido muito associada à juventude e sua necessidade de romper padrões, a verdade é que hoje não falta quem se tatue pela primeira vez já na maturidade.



Só no estúdio do tatuador Fábio Satori, em São Paulo, 40% dos clientes têm acima de 40 anos. “Essas pessoas são independentes financeiramente, não precisam mais prestar contas para os pais e têm disponíveis técnicas muito melhores”, diz. Essa procura, segundo ele, se intensificou nos últimos dez anos.

Para Satori, a estrela que a modelo Gisele Bündchen desenhou há alguns anos no pulso, por exemplo, foi fundamental para diminuição do preconceito e popularização da técnica. Hoje, muitos dos seus clientes levam para o estúdio pais e avós que sempre desejaram exibir uma tatuagem, mas só agora se sentiram à vontade para isso.
Foi o que aconteceu com o aposentado Aurélio Righetto, de 60 anos, e sua esposa, a dona de casa Maria Elizabete Righetto, 63. Há oito anos, eles fizeram juntos a primeira tatuagem. A ideia surgiu quando o casal, que mora em Joinville (SC), visitou uma das filhas na cidade de São Paulo. Entre um passeio e outro, foram conhecer o estúdio onde a jovem já havia se tatuado. “Nós começamos a olhar os desenhos e minha esposa, que sempre teve vontade de fazer uma tatuagem, se empolgou e decidiu fazer uma”, conta Righetto.

Foto: Arquivo pessoal Ampliar
Maria Righetto, esposa de Aurélio, mostra a tatuagem que fez depois de visitar um estúdio com a filha
O desenho escolhido por ela foi uma flor pequena, ao lado do nome das duas filhas do casal, que hoje é exibida nos ombros com orgulho pela dona de casa. A atitude de Maria Elizabete motivou o marido a também fazer um desenho. Mesmo com medo da dor, ele encarou o desafio e desenhou uma fênix na perna. “Sempre achei tatuagem coisa de gente descolada, mas hoje tem muito careta que faz”, afirma Righetto.



Um brinco na orelha colocado há quatro anos, foi a primeira ousadia feita pelo químico Hamilton Vianna, de 50 anos. Quando sua esposa, 20 anos mais jovem, fez uma tatuagem, ele decidiu que também teria uma. A inspiração para o desenho veio de um adesivo com ideogramas chineses. “Um deles era o símbolo do sucesso. Decidi que queria carregar aquilo comigo para o resto da vida”, conta. A família e os filhos apoiaram a decisão. “A tatuagem está ligada ao espírito jovem que eu tenho”, diz.
O medo da dor foi superado, mas nem por isso ele pensa em fazer outro desenho. Mesmo assim, recomenda que outras pessoas da mesma idade recorram à técnica se tiverem vontade. “A única coisa que aconselho é não tatuar nomes ou desenhos voláteis. O melhor é fazer algo mais neutro, que traga uma energia boa”, diz
Celebração

Foto: Arquivo pessoal
Hamilton Vianna resolveu se tatuar depois de ver a namorada fazer o mesmo
Para algumas pessoas, tatuar o corpo na maturidade é uma espécie de ritual de passagem – exatamente como acontece na juventude. É o caso da relações públicas Tuca Figueira, 41, que, para comemorar seu aniversário de 40 anos, desenhou um dragão de 20 centímetros nas costas.



Embora sempre tenha tido vontade de fazer o desenho, o preconceito no mercado de trabalho e a insegurança com a técnica eram empecilhos. Aos 40 anos, porém, sua visão mudou. “Nessa idade você já sabe o que realmente quer”, diz. “Escolhi uma figura que me faz sentir feliz e um lugar discreto que não vai me expor aos preconceitos graves que existem até hoje.”

O resultado agradou tanto que ela já planeja fazer outros quatro desenhos. “Tatuar o corpo é algo fantástico. Permite que você escolha a sua marca.” E essa marca gerou polêmica entre os mais próximos. A mãe e a irmã foram contra. “Minha mãe disse que eu estava muito ‘grande’ pra fazer essas coisas”, diz. “Entre meus amigos, nenhum foi contra, mas muitos me questionaram sobre o desenho, que não é considerado feminino por ser um dragão muito grande. O preconceito ainda existe”, diz.

Foto: Arquivo pessoal
O desenho criado por Ivete para comemorar seus 50 anos
Para quem pensa em fazer o mesmo que ela, a dica da relações públicas é pensar bem em qual parte do corpo a figura será estampada, além de escolher um tatuador de confiança. Tuca precisou retocar o desenho um ano depois, já que o primeiro tatuador escolhido era inexperiente e cometeu falhas.



A cabeleireira Ivete Lang, 52, elaborou, ela mesma, a tatuagem que fez há 3 anos. Composto de um coração (que representa o amor), asas (que representam a liberdade) e flores (que representam viagens), o desenho foi feito após muito planejamento para celebrar seus 50 anos.

“Sempre tive vontade de fazer, mas, quando era mais nova, achava que poderia me atrapalhar. Agora que estou mais velha, posso tudo”, diz. Os dois filhos, um deles também tatuado, apoiaram a iniciativa da mãe. Já o marido levou um susto. “Ele não acreditava, queria me matar”, conta, entre risos.



A região das costas foi escolhida estrategicamente, para evitar que o desenho se deformasse com a flacidez natural da pele ao longo dos anos. Embora tenha vontade de fazer outra - um ramalhete de flores, atrás da orelha -, decidiu que vai manter apenas uma. “Tatuagem é bonita, mas enjoa”, diz. Mas incentiva quem tem vontade. “Tem mais é que fazer. O bom da maturidade é ter certeza do que se quer, sem tentar causar qualquer tipo de impressão ou precisar dar satisfação para ninguém.”

Foto: Arquivo pessoal/ Lilian Nakashima Ampliar
Tuca Figueira comemorou o aniversário de 40 anos com um dragão nas costas
Popularização
Para o tatuador Sérgio Pisani, do estúdio Tatoo You, os clientes mais velhos procuram satisfazer um desejo que carregam desde a adolescência. “Quando eles eram jovens, tatuagem era coisa de marginal. Agora que eles podem fazer, aproveitam para tatuar desenhos que eram populares naquela época”, explica. Escorpiões, caravelas, dragões e fênix são os mais escolhidos entre os clientes de Pisani nessa faixa etária. A preferência é por figuras grandes.
Não há nenhuma recomendação especial para quem deseja fazer tatuagem na maturidade. Tampouco a flacidez e as rugas que tendem a surgir na pele com passar dos anos são problemas. "O que fazia a tatuagem estragar com o tempo, no passado, era a qualidade da tinta. Hoje, elas evoluíram muito e, se não tomar sol no local, a tatuagem fica perfeita para sempre.”
 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Acidente com motos na Dr. João Silva deixa três ferido em Parnaíba


Acidente na Avenida Dr. João Silva Filho envolvendo duas motos
Um acidente envolvendo uma Honda Bros, de cor vermelha, placa LVT-3584 Parnaíba-PI, e uma Honda Pop, de cor preta, placa NID-8400 Parnaíba-PI, deixou três feridos, o condutor da Bros Walder Jonas Gomes Ferreira de 27 anos, morador Travessa Lucídio Portela Nº 480 no Bairro Piauí, o condutor da Pop de nome não identificado e a garupeira da Pop Janiele Vieira, moradora da Rua Horizonte Nº 1126 no Bairro Piauí.

Populares disseram que o acidente aconteceu quando a Pop tentou realizar um retorno na citada avenida e acabou colidindo com a Bros que após o choque ficou derramando combustível na avenida. Alguns pessoas que presenciaram a colisão afirmavam que as motocicletas trafegavam em alta velocidade.

O acidente aconteceu na Avenida Dr. João Silva Filho no Bairro Piauí próximo a Vidraçaria Costa, no final da manhã desta quinta-feira (30/06) por volta das 12 horas.

As três pessoas que se envolveram no acidente tiveram apenas escoriações pelo corpo e foram atendidas por uma equipe do SAMU ainda no local, logo após foram encaminhadas ao Hospital Estadual Dirceu Arcoverde – HEDA.

Uma guarnição do Grupo Giro comandada pelo Cabo Clístenes esteve no local acalmando os ânimos de algumas pessoas que estavam alteradas. O PPTRAN comandado pelo Sargento Costa esteve no acidente realizando perícia.
Moto Honda Pop
Moto Honda Bros
Populares acompanhando o desenrolar do acidente
Garupeira da Pop Janiele Vieira sendo atendida pelo médico do SAMU 
Condutor da Bros Walder Jonas Gomes Ferreira sendo atendido pelo SAMU