Prédios públicos estão em mau estado e Prefeitura já teve corte de luz.
Procurado pelo G1, o prefeito não se pronunciou sobre o assunto.
Teresina (Foto: G1)
Somados, os PIBs dos 1.325 municípios mais pobres do país correspondem a cerca de 1% dos R$ 3,77 trilhões gerados no Brasil em 2010. Só o PIB de São Paulo, o maior entre os municípios, equivale a cerca de 50 mil vezes o de Miguel Leão.
Moradora de uma casa de taipa em Miguel Leão, a 88 quilômetros de Teresina, a dona de casa Deodora Dias da Silva vive com os R$ 110 que recebe de um programa social federal. “Meu esposo trabalha em uma pequena lavoura e é de lá que colhemos o arroz e o feijão para comermos", diz ela. "Às vezes, a colheita não é boa e sobrevivemos com a ajuda dos outros”, diz a dona de casa.
Segundo dados do site da Caixa Economica Federal, de dezembro de 2012, 206 famílias do município de Miguel Leão são atendidas pelo programa Bolsa Família.
no Centro de Miguel Leão (Foto: Gil Oliveira/ G1)
Instalações precárias
Além da falta de pagamento, professores e coordenadores do Centro de Referência e Assistência Social (Cras) reclamam da precariedade das instalações dos prédios públicos da cidade. “Não há vigias e tudo está quebrado", diz Francisca da Luz, coordenadora do centro de apoio.
Ela conta que outro edifício, usado pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), também está em condições ruins. "Não é servida a merenda escolar para os alunos, que nem ao menos têm cadeiras para sentar", diz ela. "Há uma piscina que só foi usada na inauguração e que hoje se encontra sem proteção e abandonada, representando um risco para os alunos”, reclama.
Sobre os problemas encontrados na sede do Peti, o G1 Piauí entrou em contato com a secretária de Assistência Social do município, Regina Maria de Sousa Araújo, mas ela não quis dar declarações.
A sede do Executivo e do Legislativo enfrentam os mesmos problemas do Peti. “A prefeitura e a Câmara Municipal tiveram a energia cortada em abril de 2011 por falta de pagamento", diz o vereador Antônio Abreu, que relata, ainda, que processos na Justiça bloquearam as contas do município. "Tudo isso está gerando vários problemas para a população”, afirma. Ele também conta que não há coleta de lixo desde setembro de 2011. “As pessoas jogam o lixo no quintal de casa ou carregam até o lixão, que fica ao lado do campo de futebol, no Centro”.
2004 e nunca foi concluído (Foto: Gil Oliveira/ G1)
Funcionários da Prefeitura foram procurados para dar mais informações de outros órgãos da atual administração, mas não quiseram falar à equipe do G1 Piauí.
fonte g1 piaui
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